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Algoritmo: o que é e porque é importante

Com um mundo cada vez mais globalizado, não é novidade ouvir falar sobre algoritmos e como não é simples driblá-los. Já se perguntou o que é, de fato, um algoritmo? E o que eles têm a ver com as redes sociais?

Nesse post você saberá exatamente o que é o algoritmo e como vencer as suas dificuldades! 

O que é o algoritmo

Algoritmos são sequências de passos finitos e bem delimitados por um software para atingir um determinado objetivo. Falando assim parece simples, não é? Tudo o que fazemos pode ser considerado um algoritmo. Como o caminho para ir ao trabalho, por exemplo.

No caso das redes sociais, os robôs possuem diferentes conjuntos de dados que filtram quais publicações devem aparecer ou não para cada internauta; ninguém sabe exatamente qual o critério de cada rede, mas todas têm o mesmo intuito: otimizar a experiência dos usuários.

Quando o usuário curte, comenta, compartilha e salva as suas publicações, ele está sinalizando que o seu conteúdo é relevante. Essas ações engajadoras garantem que seu conteúdo apareça sempre para ele e para pessoas que tenham interesses semelhantes aos dele. 

Embora todas as redes sociais tenham o mesmo objetivo, cada sistema possui seu conjunto de dados e critérios. Veja um pouquinho mais sobre as principais redes:

Instagram

Um dos principais critérios dos algoritmos da rede é o engajamento dos seguidores com a conta. Para garantir a relevância, é necessário que os internautas curtam, comentem, compartilhem, salvem e ainda interajam com os stories

Não apenas isso, os robôs do Insta também avaliam o horário da postagem (temporalidade) e o relacionamento com as contas. Por isso é importante postar conteúdos em horários estratégicos e sempre manter a troca com os usuários que se fazem presentes. 

– Facebook

Os algoritmos do Facebook permitem que o usuário defina quais publicações ele quer priorizar na linha do tempo, a barra em que aparecem as publicações. Ou seja, ele pode escolher o que e de quem ele quer ver, seja de família e amigos ou páginas de conteúdo.

O engajamento da página também é um forte critério para a relevância, assim como no Instagram. Quanto mais engajamento, mais chances de aparecer para mais internautas.

Outro fator é o formato de publicações: anteriormente, o que era priorizado eram as imagens e hoje em dia são os vídeos, principalmente os ao vivo.

Twitter 

O algoritmo da rede também é mais arbitrário com os usuários, mostrando tanto os tweets mais relevantes para o interesse de cada um quanto que exibe os assuntos mais comentados, em ordem cronológica.

Um dos critérios de exibição de conteúdo que a rede segue é a relevância por temporalidade, seja na seção “Caso você tenha perdido”, que são tweets “antigos”, que aparecem conforme o interesse do usuário. Ou aqueles que podem aparecer em ordem cronológica na timeline. Outro fator de exibição são os Trending Topics, que são os assuntos mais comentados entre os usuários, aparecendo fixados em uma aba por determinado tempo, enquanto são discutidos. Podem ser configurados para exibir as tendências locais (nacionais) e globais.

LinkedIn

Essa rede é uma das principais redes para profissionais, sejam para pessoas físicas ou mesmo para empresas. Por isso, o algoritmo dela também possui um critério diferente.

Um dos principais critérios do LinkedIn é o conteúdo de uma publicação e sua utilidade, sendo medido por etapas. 

Primeiro a rede filtra as publicações em spam, ou de boa/má qualidade. Sejam elas boas ou ruins, esses conteúdos são monitorados pelo seu engajamento inicial e se for alto, a publicação tem mais chances de aparecer para mais pessoas. Após isso, o LinkedIn analisa se esse engajamento foi orgânico ou manipulado. Por fim, depois de todo esse processo, ocorre a análise manual de publicações, para estender a relevância deles no feed.

TikTok

Já quando o usuário se cadastra na rede social, ele fornece dados para que o TikTok entenda o conteúdo que pode ser relevante para os gostos dele.

Após a finalização do cadastro, já aparecem opções populares que podem ser interessantes para o internauta e conforme ele engaja ou não em cada vídeo, mais opções semelhantes ao que ele aprecia aparecem.

Porém não é apenas interação e engajamento que são levados em conta pelo algoritmo. Efeitos, áudios, legendas e hashtags também são relevantes para que apareçam mais vídeos diferentes mas que mostrem esses mesmos elementos. 

Também existe o parâmetro por amizade. A rede exibe vídeos de pessoas com gostos semelhantes e de quem o internauta segue. 

Então os principais critérios dos algoritmos são também o engajamento, em um conteúdo que gere assimilação para um grande número de pessoas.

O lado ruim dos algoritmos (e das redes sociais)

Com as informações dadas acima, você conseguiu entender os critérios de cada rede, certo? Porém deu pra perceber que não é uma coisa simples. Chegar e postar aquele conteúdo bacana e de qualidade é uma coisa, o engajamento que garantirá que ele apareça para mais pessoas é outra.

Seja você um veterano ou iniciante, é necessário traçar boas estratégias para crescer organicamente e mesmo assim, pode não dar certo. Os nichos são atulhados de concorrentes, conteúdos promovidos saem na frente, há quem compre seguidores … São muitos entraves difíceis de contornar. Não é incomum vermos criadores de conteúdo reclamarem sobre os algoritmos e nem da injustiça dos mesmos em destacar e favorecer aqueles que oferecem conteúdo medíocre em detrimento de outros creators que se esforçam para entregar algo de qualidade.

“Este perfil está morrendo!”

Ou também “esta conta vai sumir!”. Você já deve ter visto algum post assim numa rede social, seja no Instagram, Twitter ou Facebook, não é mesmo?

Essa chamada apelativa geralmente aparece em um fundo de cor lisa (quase sempre preto), com fontes chamativas, servindo para atrair a atenção de quem vê a postagem. Nela, há uma explicação simples das ações dos algoritmos e as instruções para mudá-lo, com ações engajadores que sinalizem que esse perfil é relevante, não merece “morrer/sumir”. O famoso “se você viu esse post, curte, comenta, salva, compartilha e ativa as notificações”.

A mudança de critérios dos algoritmos em redes sociais é exaustiva para criadores de conteúdo, que recorrem à medidas como a da imagem, apelando por engajamento. Na imagem: a primeira foto aparece um fundo preto com o triângulo amarelo com o texto "Atenção! Esse Instagram vai sumir!", com a interface do Instagram em volta. Ao lado, a imagem com os comandos de engajamento.
Imagens com textos chamativos para atrair a atenção do internauta

Esse apelo dos criadores de conteúdo é uma tentativa de driblar o algoritmo. Outra estratégia tem sido a gratificação por engajamento, hábito que tem crescido cada vez mais, tanto entre influenciadores quanto marcas, principalmente no Instagram.

Seguindo as instruções de engajamento, o usuário que mais se dedicar em determinado tempo, recebe algum tipo de recompensa, um “mimo”. É uma estratégia pública, em que traz aos seguidores uma sensação de comunidade, que eles são necessários para que a marca ou o influenciador prospere. É diferente de um sorteio pelo fato de que os internautas são selecionados individualmente pelo creator.  

Para vencer os algoritmos, marcas e influenciadores recorrem à estratégias em redes sociais como essa. Na imagem: desenhos coloridos ao fundo com as instruções de engajamento em troca de kits da marca. Ao lado, a interface do Instagram.
Influenciadores costumam fazer esse tipo de negociação via stories

Apesar de ser uma estratégia válida e subversiva em relação aos algoritmos estabelecidos pela rede, ele evidencia a instabilidade do mercado de trabalho envolvendo as redes sociais, fazendo-os “mendigar” por engajamento. 

Bolha assassina?

O fato dos algoritmos exibirem conteúdo relacionado ao agrado do usuário é tão bom quanto ruim. Por um lado, você tem uma boa experiência e não vê coisa desnecessária, por outro, fica preso dentro da sua bolha, vivendo uma ilusão de que a maioria das pessoas têm comportamento e pensamento similar ao seu. Tanto que a disseminação em massa de fake news no Facebook na época das eleições presidenciais estadunidenses em 2016 fizeram com que a rede alterasse o software de dados. E os algoritmos nada fazem para atenuar a polarização política, pelo contrário, só fazem piorar.

Mais do que promover o crescimento de grupos extremistas, os algoritmos não possuem uma espécie de filtro ou outro meio eficiente para restringir conteúdo de ódio. Embora seja de conhecimento público a possibilidade de denunciar conteúdos ofensivos, ainda assim não é o suficiente, já que são conteúdos que nem deveriam ser permitidos para postagem. 

O algoritmo também pode seguir preconceitos e estereótipos, sendo parcial. Afinal, mesmo sendo uma programação automatizada, quem alimenta e modifica-os são pessoas, seres humanos com suas falhas e preconceitos. Estudos como o de Camila Souza Araújo, cientista da computação, evidenciam preconceito como de idade e raça, quando pesquisou no Bing e Google os termos “mulheres bonitas” e “mulheres feias”, em que a maioria das mulheres bonitas eram brancas e jovens. 

É cômodo para as empresas classificarem os algoritmos como neutros, se isentando da responsabilidade de contribuir com discursos de ódio, não? 

Como sobreviver

Os algoritmos sofrem mudanças constantes, o que torna cansativo tentar lutar contra ele. Injustiças também ocorrem com recorrência, como a compra de seguidores ou mesmo o engajamento por meio das fazendas de cliques, por exemplo. Então como prosseguir num cenário nada favorável?

Bem, crescer organicamente requer esforço e persistência e uma estratégia diferente para cada rede social. Veja algumas, abaixo:

– Instagram

Invista em produzir conteúdo de qualidade e que convide os seguidores a engajarem. Vídeos criativos e animados, assim como imagens bem editadas chamam a atenção. 

Outras estratégias são: usar hashtags nos stories, testar o melhor horário para postagem de conteúdo e responder às interações dos usuários.

Facebook

Como o Facebook tem favorecido as publicações de conhecidos cada vez mais, o crescimento orgânico tem decaído na plataforma. Uma solução rápida e fácil seria investir no Facebook Ads, o conteúdo pago da rede.

Porém, uma alternativa para quem não tem a opção de pôr a mão no bolso é firmar relações com o público, estabelecer uma verdadeira conexão e vínculo. Isso dá margem para pedir que sigam a sua página, incentivar para que compartilhem e marquem amigos nos comentários, ou mesmo que sinalizem para a rede social que o seu conteúdo é relevante ao selecionarem a opção “Ver primeiro”.

Twitter

Antes de mais nada, você tem que estar antenado às tendências de comportamento e assuntos. O Twitter é uma rede social de discussões efêmeras, com assuntos e notícias bombando a cada minuto, sendo esquecidos logo em seguida. 

Dito isto, sempre responda às menções e respostas e não deixe a DM (Direct Message/Mensagem Direta) lotar! Use as hashtags de maneira correta (não ponha a palavra que está nos Trend Topics se não tem nada a ver com o seu assunto) e lembre-se do limite dos caracteres. E por fim, estude o melhor horário para postar.

LinkedIn

Lembre-se que é uma rede profissional, então a linguagem e mesmo o conteúdo, devem ter um tom diferente. 

Conteúdos criativos, de fácil leitura e inspiradores também são fortes atrativos, como histórias de cases de sucesso. 

Tenha com quem contar

Pois é, com esse post você percebeu que não é fácil criar conteúdo para redes. Planejamento e execução são desgastantes e complicados, como falei em posts anteriores. Por isso, é sempre melhor deixar nas mãos de quem já tem experiência e trabalha com isso.

Contrate uma boa equipe de comunicação que gerencie suas redes e planeje adequadamente o seu conteúdo, alavancando o seu negócio.

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